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A polarização entre os políticos brasileiros de direita e esquerda foi acentuada neste sábado, dia 3, após as notícias sobre a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, numa operação militar realizada nas últimas horas.
Na guerra de narrativas, políticos da direita foram às redes sociais celebrar a prisão, dizendo que a medida representa a "libertação do país". Além disso, tentaram colar a imagem de Maduro à do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, com quem tem uma relação de longa data, embora estejam distantes neste mandato.
Já os representantes da esquerda classificaram a prisão como um "crime" e uma "agressão" dos Estados Unidos, que teria infringido o direito internacional. O tom das manifestações é de denúncia da ação militar e de preocupação com a instabilidade na região.
Manifestações
O deputado federal e ex-ministro Osmar Terra (PL-RS) celebrou a prisão de Maduro e previu implicações para a América Latina: "Maduro capturado! Nada será como antes amanhã, nas Américas. Os ditadores estão em pânico! Viva a liberdade!", afirmou, em postagem nas redes sociais. "Os demais tiranos da América Latina vão colocar as barbas de molho. A conversa sobre liberdade de opinião e democracia será outra agora em todos os países latino americanos ! Inclusive aqui no Brasil."
O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), descendente da antiga família imperial brasileira, foi ainda mais direto: "Maduro, amigo de Lula e recebido com honras no Brasil, termina como todos os tiranos: desacreditado, isolado e preso. Esse é o fim do 'modelo' que a esquerda admira, ruína, exílio ou cadeia", declarou.
O deputado General Girão (PL-RN) postou: "Viva a Liberdade! Queremos o mesmo para o Brasil". Já a deputada Bia Kicks (PL-DF) disse: "Que notícia maravilhosa! Ditador sanguinário Maduro capturado e liberdade para o povo Venezuelano."
Na esfera da esquerda, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), reforçou o discurso de ataque à soberania da região. "Inaceitável o ataque dos EUA contra à Venezuela. Ataque a soberania de um país que luta pra preservar sua principal riqueza que é o petróleo. Uma das maiores reservas do mundo", afirmou. "Para Trump a questão não é democracia nem muito menos a vida de civis. Nunca mexeu uma palha contra o genocídio de Gaza. O que quer é um governo dócil aos EUA que se submeta aos seus interesses econômicos. A América Latina está sendo agredida, mais uma vez!", emendou Zarattini.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também chamou a ação militar de "gravíssima e inaceitável". "A escalada de guerra do Governo Trump chega ao nosso continente em busca do petróleo - a Venezuela detém cerca de 17% das reservas globais. A América do Sul deve se unir pela justiça, paz e princípio da não intervenção. A Constituição Federal guia o Brasil a se posicionar pela autodeterminação dos povos", afirmou.
O deputado José Guimarães (PT-CE), disse: "Essa agressão criminosa dos EUA contra a Venezuela fere o direito internacional e a soberania do povo Venezuelano".
Até o começo da manhã deste sábado, 3, os presidente da Câmara e do Senado não haviam se manifestado oficialmente sobre a situação, assim como não havia declarações do presidente da República.
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