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Homem preso por atropelar e arrastar mulher por 1 km na Marginal Tietê vai a júri popular

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O homem acusado de atropelar e arrastar Tainara Souza Santos, de 31 anos, no final do ano passado, na zona norte de São Paulo, será levado a júri popular. A decisão da Justiça foi dada nesta segunda-feira, 25, após audiência de instrução. A defesa diz que recorreu da decisão.

Tainara morreu no dia 24 de dezembro do ano passado, véspera de Natal. No final de novembro, ela foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, na Marginal Tietê. Depois de ter as pernas amputadas e ficar semanas internada no hospital, ela não resistiu aos ferimentos.

Douglas Alves da Silva, de 26 anos, foi preso no dia seguinte ao crime e virou réu após o Ministério Público denunciá-lo por feminicídio e tentativa de homicídio contra um homem que estava acompanhando Tainara no dia do atropelamento.

Para a Promotoria e a família da vítima, o crime foi cometido por ciúmes, já que Douglas e Tainara teriam tido um relacionamento no passado.

A defesa do réu contesta, afirmando que Douglas confessa o atropelamento, mas nega envolvimento com a mulher. "Não houve nenhuma comprovação do relacionamento. Nenhuma. Então a juíza deixou a decisão para o júri", disse à reportagem o advogado Marcos Leal, que representa Douglas Alves da Silva.

Relembre o caso

O crime aconteceu após uma discussão em um bar na Avenida Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira, na região da Vila Maria, na zona norte de São Paulo. Segundo testemunhas, Douglas teria iniciado, por motivos de ciúmes, uma briga com um homem que acompanhava Tainara.

Imagens de câmeras de segurança mostram Tainara e Douglas discutindo na rua, já fora do bar. Momentos depois, o suspeito entra em um carro preto, acelera e atropela a mulher, que fica presa sob o veículo. O homem que a acompanhava também é quase atingido, mas ele consegue se desvencilhar.

Em seguida, já na Marginal Tietê, Douglas seguiu dirigindo enquanto a vítima era arrastada pela via, conforme vídeos obtidos pelo Estadão.

A jovem só se desprendeu do veículo depois que o suspeito passou pela calçada de um posto de gasolina, a aproximadamente um quilômetro do local inicial do atropelamento.

Tainara foi socorrida por testemunhas e levada ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, em estado grave. Mãe de duas crianças, ela precisou amputar as duas pernas em decorrência das lesões.

Douglas foi preso um dia após o crime em um hotel na zona leste da capital. De acordo com a polícia, ele reagiu à abordagem, sofreu um tiro no braço e foi detido na sequência. Conforme as investigações, o rapaz tinha planos de fugir para o Ceará, onde vivem os seus pais.

Tainara não resistiu aos ferimentos e morreu em 24 de dezembro, no Hospital das Clínicas (HC).

Ela foi enterrada no dia 26, no Cemitério da Vila Alpina, na zona leste de São Paulo. Durante o sepultamento, as pessoas protestaram e pediram por justiça pela morte de Tainara.

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