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Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, confirmou pré-candidatura a deputado distrital pelo Distrito Federal nas eleições de outubro pelo PL. Em entrevista à CNN, Torres disse que a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro é, no entanto, a prioridade. "Bolsonaro vai ser sempre nossa prioridade. No momento estou sem autorização para visitá-lo; se me autorizarem, a gente faz campanha como dá", afirmou.
Torres já disputou o cargo em 2018 e 2022, sem se eleger. Ganhou projeção entre o eleitorado bolsonarista ao levar refeições ao cunhado na superintendência da Polícia Federal, para onde o ex-presidente foi encaminhado após tentar romper a tornozeleira eletrônica. Filho da madrasta de Michelle, ele é tido como seu principal auxiliar.
Sobre a campanha, Torres disse não haver ainda decisão quanto a uma eventual participação da ex-primeira-dama. Afirmou também que estaria disposto a subir ao palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência, caso seja chamado, em meio a atritos entre o senador e o núcleo político liderado pela irmã.
Pedido ao STF
Na última quinta-feira, a defesa de Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que Torres fosse incluído no rol de pessoas autorizadas a frequentar a residência do ex-presidente no Jardim Botânico, em Brasília, sem necessidade de anuência prévia do tribunal a cada visita.
Nesta segunda-feira, porém, Moraes determinou que os advogados informem as qualificações profissionais de Torres para atuar como cuidador. Na decisão, o ministro observou que a defesa o apresentou apenas como irmão de criação de Michelle e "pessoa de confiança da família", sem indicar habilitação como enfermeiro ou técnico de enfermagem.
A prisão domiciliar foi concedida por 90 dias no fim de março, após Bolsonaro ser internado com broncopneumonia bilateral. A decisão restringiu o convívio na residência a profissionais da equipe médica e aos familiares que moram na casa. Os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan têm autorização para visitar o pai às quartas-feiras e aos sábados, em horários fixos. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
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