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Os húngaros foram às urnas neste domingo, 12, em uma votação considerada a mais relevante da Europa neste ano, com potencial para encerrar os 16 anos de Viktor Orbán no poder. O mercado de previsões reforça essa leitura.
Na plataforma Polymarket, apostas atribuíram cerca de 86% de probabilidade de vitória ao opositor Péter Magyar, um crescimento ante o patamar de 65% de 8 de abril.
As apostas em vitória do atual premiê eram de aproximadamente 13% neste domingo, indicando forte expectativa de mudança política no país.
Aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, Orbán enfrenta seu maior desafio desde que assumiu o cargo, em 2010.
As seções eleitorais, que abriram por volta de 1 hora (de Brasília), tinham como previsão o fechamento às 14 horas. O premiê e Magyar votaram quase simultaneamente em locais distintos de Budapeste.
A participação nas primeiras cinco horas atingiu 54,14%, recorde no período pós-comunista, segundo o escritório eleitoral, em sinal de elevada mobilização.
O pleito é acompanhado de perto dentro e fora da Europa, refletindo o peso de Orbán como referência da direita populista global e seu papel frequente de contraponto às principais decisões da União Europeia.
No poder há mais tempo que qualquer outro líder da UE, Orbán é criticado por medidas contra a imprensa e minorias, além de embates recorrentes com Bruxelas. Entre os episódios recentes, está o bloqueio a um empréstimo de 90 bilhões de euros do bloco à Ucrânia, o que ampliou tensões com parceiros europeus.
Do lado da oposição, Magyar ganhou tração ao explorar insatisfações com serviços públicos, custo de vida e denúncias de corrupção. Sua ascensão rápida transformou a eleição em um teste direto sobre a permanência do atual modelo político húngaro. Apesar do favoritismo nas apostas, o opositor enfrenta obstáculos relevantes, como o controle governamental sobre a mídia e mudanças no sistema eleitoral vistas como favoráveis ao partido governista.
O pleito também ocorre sob acusações de interferência externa. Relatos da imprensa internacional indicam possível atuação russa, enquanto Orbán acusa Ucrânia e aliados da UE de tentar influenciar o resultado.
Para Bruxelas, a eleição pode redefinir a relação com Budapeste. Já nos EUA, Trump e o movimento MAGA ("Make America Great Again") seguem apoiando Orbán, com endosso reiterado pelo presidente americano.
*Com informações da Associated Press
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