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O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira, 29, que, sob sua gestão, a Advocacia Geral da União tenha deixado de fora manifestações contra sindicatos ligados ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Afirmo categoricamente que pedi contra o sindicato e seus dirigentes. A AGU cumpriu seu papel de forma técnica e republicana. Apresentamos três lotes de ações", disse. "Todas as entidades foram processadas", continuou, durante sabatina na sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
A declaração veio depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmar que a AGU não teria se manifestado sobre os sindicatos ligados a Lulinha.
Messias disse ainda que os prejudicados pelas fraudes já foram ressarcidos. "Quero dizer que já bloqueamos mais de R$ 2,33 bilhões em valores e bens. E quero dizer a vocês que, nesse processo, já conseguimos devolver para mais de 4,5 milhões de aposentados e pensionistas os valores que foram inevitavelmente descontados e integralmente corrigidos", falou.
A previsão é que as votações de Messias na CCJ do Senado e no plenário sejam realizadas ainda nesta quarta-feira.
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