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Atual campeão, o Paris Saint-Germain fez valer o mando de campo e abriu boa vantagem no confronto de ida das quartas de final da Champions League ao superar o Liverpool, no Parque dos Príncipes, por 2 a 0, nesta quarta-feira. Doué, logo no começo, e Kvaratskhelia, na etapa final, anotaram os gols da partida, na qual a vantagem poderia ser ainda maior pelas grandes oportunidades desperdiçadas.
O duelo de volta acontece na próxima terça-feira, em Anfield, onde as equipes também definiram vaga em 2025. Na ocasião, os franceses descontaram o 1 a 0 sofrido em casa e viram o italiano Donnarumma brilhar nos pênaltis, defendendo as batidas de Darwin Núñez e Curtis Jones. Desta vez, jogarão podendo até perder por um gol de diferença.
Naquele mata-mata válido pelas oitavas de final, os times protagonizaram dois grandes jogos, com os visitantes levando a melhor por 1 a 0. A definição ocorreu nos pênaltis após prorrogação sem gols, em Anfield, e os franceses se deram bem, com 4 a 1, ganhando embalo para a inédita conquista.
O reencontro em Paris, nesta quarta-feira, veio com sentimentos distintos. O PSG empolgado por quatro triunfos seguidos, sendo um massacre diante do Chelsea nas oitavas de final, com 8 a 2 no agregado. Já o Liverpool, em crise, tinha de dar a volta por cima, pois perdeu seus dois últimos jogos, no sábado apanhando por 4 a 0 do Manchester City na queda nas quartas da Copa da Inglaterra.
Mandante, o PSG queria levar um bom resultado para a Inglaterra e as transições rápidas, pelas beiradas, era a tática por um importante triunfo. Diante de um fechado oponente, desfalcado do goleiro brasileiro Alisson, machucado, mas com a volta de Salah (ficou na reserva), a paciência se fazia necessário.
Mas, a equipe francesa tinha pressa e saiu ao ataque desde o apito inicial, chegando sempre com perigo, porém com dificuldades em finalizar na meta de Mamardashvili. A primeira batida no alvo, aos 10 minutos, abriu o marcador. Doué contou com desvio em Gravenberch para encobrir o goleiro georgiano.
O dilema da equipe de Arne Slot após o gol cedo era abandonar o esquema defensivo em busca da igualdade ou manter-se precavido evitando uma derrota maior. As idas ao ataque do Liverpool eram tímidas, na base de cruzamentos para o goleador Ekitike ou em tabelas pelo meio, sempre sem dar espaços atrás.
O PSG sufocante dos minutos iniciais se transformou em equipe de contragolpes em alta velocidade. Mas, sem encaixar o lance preciso. Doué até teve chance de ampliar, parando em defesa com os pés de um arrojado Mamardashvili, que também espalmou a batida de Kvaratskhelia desviada na defesa. João Neves, livre, ainda mandou para fora em chute torto.
O Liverpool se portava bem na defesa e repetia a coragem de 2025 no Parque dos Príncipes, apesar da falta de pontaria no toque final. Frimpong apareceu de frente para Safonov e errou o alvo.
O PSG voltou do descanso com mais velocidade e facilmente criando chances. Melhor do mundo, Dembelé recebeu livre dentro da área e mandou a oportunidade de ouro pelo alto. Envergonhado com o erro bisonho, escondeu o rosto com as mãos.
Ciente que a vantagem mínima não era suficiente, o PSG aumentou a pressão e ampliou com sua estrela, Kvaratskhelia aproveitando lindo passe de João Neves entre os defensores. Logo depois, o árbitro anotou pênalti de Konaté em Zaire-Emery, mas mudou sua anotação após consulta ao VAR.
Empurrado pela torcida, o PSG não se acomodou em campo e fez minutos finais em alta intensidade. Dembélé carimbou a trave após tabela com Lee Kang-in, enquanto Nuno Mendes recebeu de Kvaratskhelia e tropeçou na bola dentro da área em outra chance boa desperdiçada. No fim, apesar da festa francesa pelo triunfo, o sentimento era de que o resultado poderia ser mais largo.
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