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Reino Unido: Burnham promete reequilibrar poder e reduzir desigualdade caso vire premiê

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O favorito para suceder Keir Starmer no comando do Reino Unido, Andy Burnham, prometeu nesta segunda-feira (29) descentralizar o poder do governo britânico, ampliar a autonomia das autoridades locais e transferir parte da estrutura do gabinete do primeiro-ministro para Manchester, em uma tentativa de impulsionar o crescimento econômico e reduzir as desigualdades regionais.

Em discurso no Museu da História do Povo, em Manchester, cidade da qual foi prefeito por nove anos, Burnham classificou o plano como "o maior reequilíbrio de poder que nosso país já viu" e defendeu uma ruptura com o modelo de forte concentração política e econômica em Londres. "O crescimento não pode ser imposto de cima para baixo. Na verdade, ele só pode ser cultivado de baixo para cima", afirmou.

Burnham, que é o favorito para substituir Starmer após a renúncia anunciada na semana passada, apresentou um plano de dez anos para promover "crescimento de qualidade em todos os CEPs" do Reino Unido. Segundo ele, a estratégia busca reverter quase duas décadas de baixo crescimento desde a crise financeira de 2008 por meio do chamado "Manchesterismo", modelo baseado na combinação de investimentos públicos e privados em transporte, habitação e infraestrutura.

O ex-prefeito também prometeu criar empregos industriais, ampliar oportunidades educacionais e reformar os sistemas privatizados de água e energia. "Se os conselhos locais não conseguem consertar buracos nas ruas, como terão condições de liderar grandes projetos de revitalização para impulsionar o crescimento?", questionou.

Como parte das mudanças, Burnham pretende instalar um escritório do governo em Manchester, apelidado de "No. 10 North", que coordenará políticas de desenvolvimento regional e dividirá funções atualmente concentradas na residência oficial de Downing Street. O plano também prevê ampliar os poderes dos prefeitos regionais nas áreas de habitação, assistência social e educação.

Apesar do tom ambicioso, Burnham deu poucos detalhes sobre como financiará as propostas e não respondeu a perguntas da imprensa após o discurso.

O trabalhista venceu uma eleição suplementar para o Parlamento em 18 de junho e tomou posse quatro dias depois, mesma data em que Starmer confirmou que deixará o cargo assim que seu sucessor for escolhido. Até agora, Burnham é o único candidato à liderança do Partido Trabalhista e, caso não haja adversários, deverá assumir o governo até 20 de julho.

Se chegar ao cargo, herdará desafios semelhantes aos enfrentados por Starmer, incluindo o fraco desempenho da economia, a deterioração dos serviços públicos e a pressão do alto custo de vida. Também deverá respeitar o compromisso assumido pelo Partido Trabalhista nas eleições de 2024 de não elevar impostos sobre trabalhadores e lidar com a pressão para ampliar os gastos com defesa em meio ao cenário de segurança na Europa.

A oposição conservadora criticou as propostas. "A grande ideia de Andy Burnham é apenas redistribuir poder entre políticos", afirmou o presidente do Partido Conservador, Kevin Hollinrake. "Não consertar o sistema de bem-estar social. Não reduzir os impostos que sufocam as famílias trabalhadoras e as empresas britânicas. Não financiar a defesa de que nosso país precisa desesperadamente." Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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