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Relator da indicação sobre rejeição a Messias: óbvio que é uma derrota do governo

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O relator da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), Weverton Rocha (PDT-MA), classificou a decisão do Senado de rejeitar o candidato ao Judiciário como "uma injustiça enorme" e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pretende indicar outro nome.

As declarações ocorreram nesta quarta-feira, 29. "É óbvio que é uma derrota para o governo", declarou o relator. "Impuseram uma derrota a uma pessoa que nada tinha a ver com o processo eleitoral", continuou. "Lula já tinha dito que não teria outro nome."

O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), também comentou a derrota e disse que respeita o direito do voto da oposição, mas afirmou que considera Messias um "brilhante" funcionário público. "Lamento muito, mas é página virada."

Parlamentares de oposição disseram que a rejeição de Messias pode ter antecipado a derrota de Lula na eleição. Para o líder do União Brasil, Efraim Filho (PB), o governo vai ter que reavaliar o tamanho da sua base no Congresso Nacional, porque a vitória da oposição indica que muitos acreditam na mudança da presidência da República. Para Efraim, a derrota do governo no Senado "fortalece o projeto de Flávio Bolsonaro".

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse ter "convicção" de que "o governo acabou" e que está "em fim de festa". Ele reiterou que a rejeição a Messias simboliza uma resposta ao governo Lula. "Hoje o sistema ruiu, outubro vai confirmar", celebrou.

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