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Relator diz ter coletado assinaturas necessárias para prorrogar CPI do Crime Organizado

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O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou na noite deste domingo, 5, que conseguiu coletar as assinaturas necessárias para propor a prorrogação dos trabalhos da comissão no Senado Federal.

Ao todo, 27 senadores assinaram o pedido, o que corresponde a um terço dos membros da Casa, número mínimo exigido pelo regimento interno para a prorrogação de CPIs.

A CPI do Crime Organizado foi instalada no dia 4 de novembro do ano passado, com prazo inicial de 120 dias. Assim, os trabalhos estão previstos para se encerrarem no dia 14 de abril, mas o colegiado espera ter mais 60 dias para apresentar e votar o relatório final. Caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir sobre a continuidade da comissão.

Senadores de diversos partidos aderiram ao pedido de prorrogação da comissão, segundo Vieira, que divulgou os nomes no seu perfil no X (veja a lista ao final).

"A CPI do Crime Organizado tenta trazer um pouco de luz, apontando abusos, omissões e crimes de figuras poderosas. Conseguimos as assinaturas necessárias para a sua prorrogação, pois ainda temos depoimentos importantes para fazer e muita documentação para analisar", escreveu Vieira.

A CPI do Crime Organizado está apurando a atuação, o crescimento e o funcionamento de organizações criminosas no Brasil, principalmente de facções e milícias.

Nesta terça-feira, 7, a comissão prevê ouvir o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) e de venda de honorários a fundos administrados pela Reag. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça desobrigou Ibaneis de comparecer ao depoimento.

Ainda nesta reunião, a CPI deve ouvir o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, sobre as ações envolvendo o "domínio territorial das facções dentro das unidades prisionais" do País.

Na reunião da próxima quarta-feira, 8, a CPI pretende ouvir o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Ele já faltou a dois depoimentos alegando "compromissos profissionais previamente agendados".

Os senadores convocaram Campos Neto para prestar esclarecimentos sobre os procedimentos adotados pelo Banco Central "para autorizar o ingresso de novos controladores no sistema financeiro nacional", principalmente no que diz respeito ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Na reunião, também está prevista a oitiva do atual chefe do Banco Central, Gabriel Galípolo, para depor na condição de convidado.

Senadores signatários da prorrogação da CPI do Crime Organizado

- Alessandro Vieira (MDB-SE)

- Flávio Arns (PSB-PR)

- Esperidião Amin (PP-SC)

- Jorge Kajuru (PSB-GO)

- Fabiano Contarato (PT-ES)

- Mara Gabrilli (PSD-SP)

- Jaime Bagattoli (PL-RO)

- Styvenson Valentim (PSDB-RN)

- Sergio Petecão (PSD-AC)

- Plínio Valério (PSDB-AM)

- Wellington Fagundes (PL-MT)

- Jayme Campos (União-MT)

- Vanderlan Cardoso (PSD-GO)

- Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

- Wilder Morais (PL-GO)

- Eduardo Girão (Novo-CE)

- Damares Alves (Republicanos-DF)

- Luis Carlos Heinze (PP-RS)

- Sérgio Moro (PL-PR)

- Paulo Paim (PT-RS)

- Cleitinho (Republicanos-MG)

- Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)

- Leila Barros (PDT-DF)

- Confúcio Moura (MDB-RO)

- Magno Malta (PL-ES)

- Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)

- Carlos Viana (PSD-MG)

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