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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou em seu discurso de Ano-Novo que um acordo de paz com a Rússia estava "90% pronto", mas alertou que os 10% restantes, que se acredita incluírem pontos cruciais de atrito, como questões territoriais, "determinarão o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa, e como as pessoas viverão".
"Esses 10% contém, na verdade, tudo", destacou Zelensky, em vídeo publicado no X na noite de ontem, destacando ainda que a Ucrânia quer paz, mas não a qualquer custo. "Queremos o fim da guerra, não o fim da Ucrânia. Estamos cansados? Extremamente. Quer dizer que estamos prontos para nos render? Aqueles que pensam isso estão profundamente enganados."
Segundo o presidente ucraniano, a Rússia pode acabar com a guerra, mas não quer. Por outro lado, ele diz que o mundo pode forçá-la a encerrar o conflito, e esse é "o único jeito que vai funcionar", uma vez que a Rússia não termina suas guerras por vontade própria.
"Intenções devem se tornar garantias e, portanto, serem ratificadas. Pelo Congresso dos Estados Unidos, por parlamentares europeus, por todos os parceiros. Um pedaço de papel no 'estilo Budapeste' não vai satisfazer a Ucrânia", afirmou Zelensky, referindo-se a uma expressão que indica algo sem "valor prático". "Assinaturas sob acordos fracos apenas alimentam a guerra. A minha assinatura vai estar sob um acordo forte."
O discurso foi publicado antes de novos ataques russos à região de Odessa nesta madrugada. A Força Aérea da Ucrânia informou que as defesas aéreas derrubaram ou neutralizaram 176 dos 205 drones que tiveram como alvo o país durante a noite, e Zelensky disse hoje que os alvos foram infraestruturas de energia.
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