Continue lendo o artigo abaixo...
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso disse em evento realizado na sexta-feira, 22, que a revolução digital, que inclui as redes sociais, democratizou o acesso ao espaço público, mas também eliminou o filtro da imprensa profissional, abrindo "avenidas" para a desinformação e discursos de ódio.
"Agora cada tribo tem a sua narrativa, e, portanto, a gente não consegue mais trabalhar sobre fatos comuns. Isso é um problema grave que nós estamos vivendo", comentou Barroso durante participação em fórum da Esfera no Guarujá, litoral de São Paulo.
Ele ressaltou que, sem o filtro antes feito pelos meios de comunicação, qualquer coisa chega ao espaço público, tendo como consequência a "tribalização da vida" e uma crise do modelo de negócio da imprensa tradicional.
Para Barroso, as pessoas terão que ser reeducadas ao uso das novas tecnologias. A regulação da inteligência artificial precisa acontecer da "melhor forma possível", disse o ex-ministro do Supremo.
Ele chamou a atenção, porém, às dificuldades de regular juridicamente a inteligência artificial (IA) pela velocidade da transformação. "O ChatGPT chegou a 100 milhões de usuários em dois meses. Portanto, a velocidade da transformação é um problema. E há uma assimetria de conhecimento entre reguladores e regulados", afirmou Barroso.
Seja o primeiro a comentar!