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O pastor evangélico Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, rebateu evangélicos petistas e afirmou que, apesar de "erros" do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), "o PT não tem moral para acusar ninguém". As declarações ocorreram ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) nesta sexta-feira, 22, após reportagem que mostrou que uma ala de evangélicos do PT vê oportunidade no caso do Banco Master para retratar Flávio como "falso profeta" e "filho do diabo".
"Não tô aqui defendendo o Flávio não. Tá errado. Não tô defendendo ele não. Mas o PT está mais sujo do que pau de galinheiro", declarou à reportagem. "Repito, não estou aqui defendendo erros de Flávio. Estou dizendo que o PT não tem moral para acusar ninguém."
O líder também fez referência ao livro de João, na Bíblia, ao fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "O pessoal dizendo que o diabo é o pai da mentira, e é uma verdade, então o Lula é o irmão gêmeo do Satanás, porque ele ensina que político tem que mentir e chega a se engrandecer das mentiras".
Malafaia também apontou o PT como um partido com ideologia contrária aos princípios evangélicos. "O povo evangélico não vota em PT, na sua grande maioria, não é nem por gostar ou não de partido. É porque o PT é contra nossos princípios. A ideologia do PT é contra nós", disse. "O PT tem uma ideologia que fere brutalmente o evangelho. Esses caras, petistas, dizendo que são evangélicos, têm que se converter de novo".
Conforme mostrou o Broadcast Político, evangélicos do PT querem "aproveitar" as reportagens do site The Intercept Brasil que revelaram uma negociação de Flávio com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, de R$ 134 milhões em repasses para o filme "Dark Horse", uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O segmento petista vai realizar um encontro nacional de evangélicos do partido no mês que vem.
Malafaia disse que os governos petistas mobilizaram "um dos maiores esquemas de corrupção do mundo" e que não tem condições para "falar de Vorcaro". O pastor também destaca os pagamentos do Banco Master ao escritório usado por familiares do ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, conforme mostrou o Estadão em abril.
À época, o então ministro disse que, após deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), "retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestava serviços de consultoria jurídica ao Banco Master". Também afirmou que, ao ser convidado para o governo, "retirou-se do seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil, como determina a legislação vigente".
As declarações de Malafaia ocorrem na véspera da Marcha para Jesus no Rio de Janeiro, da qual o pastor deve participar. O evento é organizado pelo Conselho de Pastores do Rio de Janeiro (Comerj), hoje presidido pelo pastor Leandro Silva, da Igreja Central do Avivamento, de São Gonçalo (RJ). Flávio Bolsonaro pretende comparecer à Marcha.
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