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O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou nesta sexta-feira, 29, que pretende deixar a política ao fim deste ano, quando termina seu mandato no Senado. O ex-presidente da Casa descartou disputar o governo de Minas Gerais e também negou que pleiteia uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
"Há o fechamento do ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido", disse Pacheco em entrevista após participar do seminário Lide Inovação e Tecnologia, em São Paulo. O senador afirmou que tem "desapego ao poder" e já vinha "programando" sua retirada da política.
Pacheco retirou-se da disputa ao governo mineiro, mas não declarou apoio direto a nenhum outro candidato. O senador avaliou o empresário Josué Gomes como "um bom nome", mas afirmou que a escolha da candidatura deve ser realizada em "um momento oportuno".
Após o recuo de Pacheco, o grupo ligado ao governo federal ainda avalia um novo nome para a disputa ao governo de Minas Gerais, palanque estratégico para a disputa presidencial. Além de Josué, são cotados Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem, e Gabriel Azevedo (MDB), ex-vereador de Belo Horizonte.
Josué é filho de José Alencar, que foi vice-presidente nos dois primeiros mandatos de Lula.
Pacheco negou ter articulado a rejeição do nome indicado ao Supremo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado-geral da União, Jorge Messias, que acabou rejeitado pelo Senado. O senador afirmou que, de sua parte, "sempre aceitou a escolha do presidente da República" e descreveu-se como um "personagem involuntário" do caso.
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